Eu nunca me senti normal. Não sei, porque. Tinha horas em que me perguntava: "será que todos estão vendo o mesmo que eu?"
Muitas das vezes penso que nasci no século errado. Não sei!
Uma menina que gostava de coisas que não era muito normal. Um menina que quando os outros olhavam pensavam: "ela é mesmo daqui?!" o engraçado disso é que eu não era daquele lugar. Todos me viam de uma maneira errada!
Mas quem eu era?! Uma menina tímida, mas intensa, uma menina que sonhava muito, uma menina que acreditava em todos, uma menina que só queria ser feliz, um menina que tinha os seus amores, uma menina que sabia que o melhor da vida estava em ser feliz, uma menina capaz de acalmar tempestades, mas não de acalmar se a se própria, apenas uma menina com medo de crescer, com seus pensamentos, apenas uma menina.
Quem eu deveria ser?! Perfeita!? Um doce?! Uma rebelde?! Uma amiguinha?! Uma filha perfeita?! Uma irmã capaz de ficar calada quando queria desafiar o seu irmão?! Eu deveria ser como todos queriam.
Você me perceberia?! NAO, você não me perceberia, porque nem o meu próprio ser percebia quem eu era...
Eu deveria ter tentado salvar a humanidade, mas não adiantaria. Eles continuariam a julgar-me mal. Quando tratava da minha pessoa, todos já tinha um padrão - porque é isso que eles me fizeram. Me colocaram um padrão. Eu tentava ser diferente, tentava mudar, mas o padrão não me deixava mudar. Não podia fazer certas coisas, porque sairia do padrão...
Sorte?! Eu em toda a minha existência nunca conheci essa palavra, nunca a vi passar por mim, nunca a sentir, nunca a toquei, nunca a provei.
O que eu sempre tentei mostrar para as pessoas, era uma ser diferente da qual eu era. Sempre pensei que não era comigo. Não, ele não estava olhando pra mim. Não suportava pessoas que viviam no país das maravilhas. Gostava de pessoas que viviam, que choravam, que sentiam a dor, pessoas imperfeitas; porque essas pessoas tentam ir atrás da perfeição.
Eu era uma pessoa de dentro pra fora, só quem conheceu o meu verdadeiro ser; soube quem estava atrás do rostinho tímido. Havia muito mais que beleza, havia uma essência. E hoje escrevo essas frases com lágrimas nos olhos sentada na minha cadeira de baloiço, em meu leito de morte - lembrando de cada sorriso, da infância, dos amores, das aventuras, de toda uma vida - mostrando aos meus netos que o importante da vida é a sua essência, a sua intensidade, a sua paixão... Então viva as suas fantasias e sua magias que no futuro elas lhe mostrarão apenas uma verdade, penas uma certeza: VALEU A PENA!
Gostei bastante...achei vc muito sincera...! Gosto pra caramba do que vc escreve ;)
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